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Inovação não é Invenção

Inovação não é Invenção

inovar

Com o mercado sempre acirrado e a concorrência no calcanhar das empresas, a palavra de ordem no mundo dos negócios atualmente é Inovar. Dificilmente uma empresa que não inova tem crescimento e sobrevive na prática de mercado atual, seja no setor que for.

Mas quando vemos grandes empresas com exemplos invejáveis de inovação, nos parece inatingível trazer modelos inovadores para um negócio, dando a impressão que este conceito é restrito às cabeças de gênios que sabem tudo sobre o mundo dos negócios.

Na verdade inovar é um pouco mais fácil que isso, mas não menos impressionante. Por via de regra, inovação não é invenção. Inventar é criar algo novo, que ninguém criou. Inovar é modificar, diversificar, transformar e até mesmo corrigir.

Mas o que essa informação ajuda para conseguirmos inovar em um negócio? Tudo!

Se você partir do pressuposto de que não precisa ter uma invenção da roda para o crescimento do seu negócio e precisa apenas modificá-la, diversificá-la ou melhorá-la, a linha de raciocínio para chegar a uma inovação do negócio fica mais fácil.

As grandes invenções da humanidade partiram da cabeça de gênios que, muitas vezes, testaram e erraram inúmeras vezes até chegar na sua criação. Já as inovações foram evoluções dessas grandes invenções e fizeram de seus inovadores não menos importantes.

Um exemplo disso é o maior retentor de informações atualmente, o Google. O Google não foi o criador da internet e muito menos dos mecanismos de busca através desta plataforma. O que fez do Google essa potência de mercado, foi o aprimoramento que seus fundadores atribuíram a um modelo já inventado. O que antes trazia resultados pelo número de vezes que um termo aparecia na primeira página, o Google trouxe um sistema que analisava as relações entre os sites e sua relevância, além de possuir uma interface mais intuitiva.

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O que o Google fez foi detectar uma problemática em um modelo já conhecido para melhorá-la e corrigi-la.

Mas a inovação não se limita a produtos ou sistemas, o processo de serviço gerou muitos casos de sucesso de empresas que inovaram oferecendo um novo serviço.

A exemplo disso é a Avon que não inventou a venda de produtos de beleza e higiene e nem mesmo a venda direta, de porta em porta. Um pedaço da história dessa marca que poucos conhecem é que o seu fundador iniciou como um vendedor de livros que, para melhorar a recepção de sua apresentação de vendas, começou a oferecer um frasco de perfume que ele mesmo fabricava para quem estivesse disposto a ouvi-lo. Percebendo que o produto era mais bem recebido que seus livros, ele decidiu mudar de ramo e começou a produzir, comercializar e vender produtos de beleza de porta em porta.

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Daí para agora nós conhecemos a história. A marca virou um exemplo de venda direta por uma inovação de um processo que já era praticado e conhecido.

Cases de inovação tem aos milhares como a Apple que inovou com seus computadores, o Mc Donalds que trouxe um novo modelo de serviço de entretenimento, a Ford com a produção em série, entre outros.

Esses e tantos outros exemplos nos fazem perceber que a inovação não precisa de um talento específico para invenção de algo novo e desconhecido. A simples modificação ou aprimoramento de um produto, sistema ou serviço já é capaz de inovar um negócio e colocar uma marca no radar dos consumidores.

E são os consumidores que ditam o caminho que uma inovação deve tomar. O marketing estratégico e o design estratégico são cada vez mais essenciais para uma organização, pois é através desses processos que se conhece o comportamento do consumidor e as mudanças do mercado para a empresa saber como agir.

A regra básica sobre inovação é conhecer o seu público-alvo profundamente para conseguir detectar necessidades que nem ele mesmo conseguiu perceber.

Então lembre-se Inovação não é Invenção. Saiba mais sobre o seu cliente ou consumidor que ele te mostrará onde e como inovar.

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Enxergando além do negócio

Enxergando além do negócio

Dentre tantos assuntos polêmicos (ou nem tanto) que estão em voga queremos destacar um, a pirataria na internet.

Calma! Não vamos começar com politicagem aqui, pois não é nosso objetivo. Queremos falar sobre outro ponto de vista, sobre a miopia em marketing.

Uma breve história:

Para quem não conhece, Miopia em Marketing foi um fenômeno descrito por Theodore Levitt na década de 1960. Neste artigo ele destacou o comportamento de algumas empresas que não conseguem identificar o real escopo de seu negócio. Ou seja, muitas empresas se focam no produto que vendem e não no cliente ou no serviço prestado. Um artigo incrível que permanece muito atual. É verdade que há certo tempo as empresas tomaram consciência da importância em perceber as necessidades do cliente e atendê-lo melhor. Mas quando se trata da visão de negócio, já não é um tema tão explorado.

 

Uma marca que conseguiu perceber muito bem seu negócio foi o Mc Donalds. O Subway apareceu como uma novidade em fast food com sanduiches mais saudáveis que o Mc Donalds. Não demorou muito para que as pessoas criticassem o famoso sanduiche dos arcos amarelos. Como resposta, o Mc Donalds mudou sua estratégia e passou a se colocar não como um restaurante fast food de sanduiches, mas como um restaurante de entretenimento com a criação dos personagens e a reformulação de suas lojas com playgrounds e espaços para criança. Eles perceberam um nicho de mercado que poderiam explorar sem se restringir ao seu produto.

Finalmente, a pirataria:

Pois bem! Se estamos falando de miopia em marketing, estamos considerando que todo produto ou serviço pode ficar obsoleto em algum momento da história. O mesmo está acontecendo com a pirataria. Não estamos defendendo a comercialização clandestina de nenhuma forma de arte, lógico. Na verdade a tecnologia avançou de tal modo que para as pessoas já não faz mais sentido ter que pagar para ouvir uma música ou assistir a um filme. Não vamos colocar esse comportamento em questão. Mas em se tratando de miopia em marketing, analisamos as gravadoras em todo este cenário. Se tem uma coisa que aprendemos, é que o avanço da tecnologia é capaz de deixar qualquer produto obsoleto, é o caso do disco de vinil, do filme fotográfico, entre tantos outros. O mesmo está ocorrendo com as mídias e cabe às gravadoras saírem do estigma de empresas que gravam CDs e DVDs e se colocarem como uma empresa de entretenimento, por exemplo.

Não queremos criticar ou aceitar nenhuma das partes, sinceramente. Colocamos em pauta um assunto antigo, mas tão atual que permite explicar todo este fenômeno. Mas e aí? Até que ponto o avanço tecnológico pode nos levar? É possível controlar isso com uma lei? Só o tempo dirá!

Colocamos este tema voltado para as gravadoras e a pirataria, mas qualquer empresa precisa estar atenta a mudanças no mercado, até as inesperadas. Você já parou para pensar nas possibilidades de obsolescência do seu negócio no futuro?!

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