Pompom e as fraldas para animais

Pompom e as fraldas para animais

Recentemente a empresa de fraldas Pompom promoveu o concurso cutural “Mostre ao mundo o amor pelo seu bebê”, pedindo que os interessados enviassem uma foto de seu bebê para a sua página no Facebook. As fotos mais curtidas receberiam prêmios, entre eles, 6 meses de fraldas Pom Pom.

Imagem de propagando do concurso divulgada no Facebook.

Entre as fotos enviadas 2 eram de um gato, Léo, e de um cachorro, Bruce Lee, ambos deficientes que precisam de fraldas 24 horas por dia. Logo passaram a ser as mais votadas no site do concurso.

cachorro bruce lee

Foto do concurso do cachorro Bruce Lee

gato Léo

Foto do concurso do gato Léo

A polêmica começou quando a empresa postou uma declaração em sua página de Facebook informando que todas as fotos de animais seriam desclassificadas com a alegação de que “As fraldas Pom Pom são desenvolvidas e produzidas para seres humanos, considerando a anatomia e as necessidades específicas da raça. Após testes realizados com os produtos, a Anvisa, órgão regulamentador da categoria, aprova seu uso somente para humanos, de acordo com a Portaria 1480 de 1990.”.

Após protestos nas redes sociais, com a criação da hashtag #naocomprepompom, e inúmeros comentários negativos, a empresa se posicionou informando que iria fornecer fraldas especiais para animais para o gato Léo e o cachorro Bruce Lee e que todas as novas fotos de animais que fossem enviadas seriam desclassificadas.

nao compre pom pom

Imagem divulgada nas redes sociais contra o concurso

Considerando o argumento inicial, a empresa agiu corretamente ao tentar garantir a qualidade de seus produtos. Entretanto, a empresa errou ao não considerar a opinião de seus consumidores, uma vez que a maioria deles escolheu as fotos dos animais. A atitude tomada pela empresa após os protestos, em que forneceria fraldas especiais para animais, poderia ter sido a primeira posição da marca, evitando o desconforto causado pela declaração inicial.

Se reforçasse a qualidade de seus produtos, que não são direcionados a animais, e ainda assim valorizasse o sofrimento desses consumidores específicos, a marca poderia ter ganhado uma admiração de seu público e abrir portas para, quem sabe, um novo nicho de mercado na empresa.

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3 Responses

  1. É Dani… A Pompom foi muito infeliz neste caso. A retirada de participantes, devidamente representados por seus tutores,(pesoas humanas) é descriminatória…
    estamos em um tempo de conscientização e em algum lugar do futuro, bebês não mais existirão se não existirem os animais…
    Bom meio de semana!

  2. O problema foi colocar no regulamento que as fotos somente seriam liberadas após moderação e esperar mais de 2 semanas e 4mil votos para o Léo e 2 mil prar o Bruce para desclassificá-los.
    Sem falar no amadorismo de citar tal portaria da ANVISA dizendo que ela aprova o produto somente para uso humano, quando a portaria é bem clara ao dizer que este tipo de produto não necessita de registro, apenas de comunicação de sua fabricação pela empresa, ou seja, se eu for produzir este tipo de produto apenas mando um ofício para a ANVISA informando o nome e as características do produto fabricado.
    A ANVISA não faz NENHUM tipo de teste em nenhum dos produtos sujeitos a sua regulamentação e esta portaria apenas especifica os testes – alguns em animais – a serem realizados como parte da rotina de fabricação e asseguramento da qualidade do produto.
    Esta parte do comunicado falando sobre raça – comentário absolutamente infeliz, como toda a postura da empresa – foi retirado do comunicado, que foi apagado da página da empresa, que para calar as pessoas revoltadas com a sua falta de profissionailismo, deletou e bloqueou pessoas da página. Eu sou uma das que estão impedidas de postar por lá.
    A empresa diz que o concurso é destinado aos clientes, ora, se eu compro o produto dela para o meu filho, seja ele humano ou não, eu sou cliente dela, não é?
    Enfim, ela doar as fraldas para os reais ganhadores do concurso não é um ato de boa vontade, é apenas a tentativa de consertar uma burrada e tentar terminar com a propaganda negativa que foi gerada pelas suas atitudes…

    Danielle Moreira
    Farmacêutica e amante dos animais.

  3. A verdade é que a PomPom foi INJUSTA com os animais e decidiu, depois de muita pressão, doar as fraldas para “sair bem na foto”.
    Não é verdade que ela tenha se “compadecido” da situação dos animais!
    O movimento “Não compre PomPom” continua!
    O título da matéria está equivocado!
    A empresa que, realemte, se sensibilizou com a história foi a Dog’s Care, como já foi citado.
    A doação da PomPom foi apenas uma manobra esdrúxula para consertar o erro da organização do concurso.
    Foram desmascarados quando citaram um artigo da ANVISA, onde a PomPom afirmava que o produto era apenas licenciado para uso humano.
    Ora… se as fraldas são TESTADAS EM ANIMAIS, é muita hipocrisia afirmar que não podem ser utilizadas em animais.
    A doação da PomPom não passa de mais uma manobra hipócrita. Eles perceberam a força que existe na união dos defensores de animais.
    E somos capazes de muito mais… Que as empresas tenham cuidado ao mexerem com os animais…

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