Clean não é Branco

Clean não é Branco

O termo “clean” tem sido muito utilizado para designar criações seja no design gráfico, no design de interiores, no design de produtos ou até mesmo no design de roupas.

Mas o que quer dizer o estilo “clean”? E será que este termo está sendo utilizado da forma correta?

Com uma rápida busca pela internet, vê-se que a discussão vai longe e as opiniões variam muito. Mas analisando o termo pela própria etimologia da palavra, clean palavra de origem inglesa que significa limpo, podemos tirar algumas conclusões.

Um design “clean” é um design mais limpo, com menos elementos. Ou seja, uma peça com design “clean” tem uma apresentação visual sem ornamentos, pouca interferência, somente com o necessário, sendo mais fácil de ser entendida. No caso de um ambiente, atualmente este conceito se reflete em móveis mais baixos e linhas mais retas. Da mesma forma, peças gráficas utilizam linhas simples e mínimo de informação.

Mas a questão mais importante é que o uso desenfreado do termo “clean”, até por relacionarem o estilo como sendo elegante,  acabou por distorcer o significado do termo e muitas vezes ser traduzido em um design sem graça ou mal acabado.

Quando se pensa em empresas que exploram este estilo, a Apple é uma das marcas mais mencionadas, “Cara, adoro os produtos da Apple, são muito clean!”. Mas a Apple não desenvolve seus produtos simplesmente por descartar elementos. Para chegar a um dispositivo eletrônico que utiliza apenas um botão, é necessário um estudo profundo para desenvolver um design “clean” que consiga ser ao mesmo tempo esteticamente agradável e funcional.

apple - iphone

 

E é aí que chegamos ao título do nosso post “Clean não é Branco”. Sim, o estilo “clean” não se constrói apenas com o branco. É possível ter layouts extremamente poluídos usando somente a cor branca de fundo e layouts brilhantemente “clean” utilizando uma cor vibrante. A sacada está na quantidade de elementos dispostos no design.

A exemplo estão os famosos cartazes de filmes de um dos grandes nomes do design, Saul Bass. Suas criações contavam com elementos de linhas simples e, ainda que aplicadas sobre uma cor forte, traziam a simplicidade de um design “clean”.

saul bass - anatomia de um crime

Cartaz do filme "Anatomia de um crime" (1959) - Saul Bass

 

Então, da próxima vez que pensar em um design “clean”, saiba que não é somente utilizar o branco ou o cinza ou tons pastéis ou azul claro… Pense em menos elementos, bem distribuídos, bem organizados, harmônicos e, por que não, com cores fortes.

 

 

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