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Design não é arte

Design não é arte

Esta é uma das primeiras lições que o aluno aprende quando ingressa em uma faculdade de Design: “Design não é arte!”. Um não é mais do que o outro, eles são simplesmente coisas diferentes.

A arte existe desde quando o ser humano foi se desenvolvendo e foi capaz de perceber o mundo a sua volta. O design também sempre existiu. E, apesar de não haver este conceito até recentemente, o design esteve em todas as construções do homem desde então, a exemplo da roda.

A arte e o design são universos diferentes que se relacionam de certa forma, um flerta com o outro e interfere vez em quando no trabalho um do outro, mas ainda assim não partilham a mesma forma de pensar e agir. Um designer pode ser um artista e vice-versa, mas essas funções são realizadas separadamente.

A arte busca provocar reações ainda que contrárias a ela, sem preocupar-se necessariamente com a estética e tão pouco com a função.

Por outro lado, o design busca solucionar considerando a estética, a função e, em estudos mais atuais, a estratégia. Diferente da arte, se houverem muitas reações contrárias ao design de um produto, de uma marca, de um serviço, etc, talvez este não deva ser considerado um bom design.

Mas o que esta constatação de que design não é arte implica para um negócio?

Tudo!

O designer não é artista, como ouve-se muito entre profissionais da área. O designer é um profissional capacitado para entender todos os fatores determinantes de um negócio e buscar soluções objetivando um resultado desejado e estrategicamente pensado. Diferente da arte, o design tem que ter um plano e definir objetivos concretos.

A arte é subjetiva e pode emocionar, intrigar, revoltar, provocando sentimentos sejam positivos ou negativos, sem distinção. O design é objetivo e tem por propósito perceber desejos e necessidades e influenciar positivamente, sempre.

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