Hello Flo e comercial inovador

Hello Flo e comercial inovador

Aqui vamos nós com mais um comercial que nos faz rever os velhos conceitos apresentados em propagandas de determinados produtos.

 

O comercial que chamou a atenção desta vez é de absorvente íntimo. Entretanto, antes de comentar o anúncio, é interessante ressaltar o ramo de negócio da empresa anunciante. A Hello Flo, com uma tradução literal seria “Olá Fluxo”, tem o propósito de entregar no território americano produtos para cuidados femininos na época exata do período menstrual de suas clientes, dividindo em planos para fluxo leve, médio ou pesado. Não só o absorvente em si, a empresa entrega até mesmo doces para acalmar os ânimos de uma TPM.

Com um conceito inovador de negócio, o comercial não poderia trazer velhas ideias que são utilizadas por todas as marcas de absorvente.

O anúncio traz a narração de uma pré adolescente pouco popular em um acampamento de férias que, ao iniciar seu ciclo menstrual, passa a ser a expert no assunto e ganha popularidade entre as coleguinhas como a “Camp Gyno”, algo como ginecologista do acampamento, fornecendo os absorventes para as outras meninas. A popularidade sobe à cabeça da menina que acaba ficando um pouco agressiva sobre todo o assunto. Ao perceber que está perdendo a popularidade, ela descobre que as meninas passaram a contratar os serviços da Hello Flo para lhes ajudar. O vídeo é inglês, mas vale o click. Confira:

Só do comercial ser sob a ótica de uma menina de 12 anos já é bem original, mas o comercial vai além e tira o estigma tabu do produto. São utilizadas palavras jamais pronunciadas em anúncios de absorvente, tais como período menstrual, vermelho e até mesmo vagina! E saindo da boca de uma garotinha torna tudo mais cômico.

É claro que devemos nos ater ao fato de que provavelmente um comercial deste nível não funcionaria no contexto do mercado brasileiro, e provavelmente seria visto com maus olhos pela nossa sociedade mais conservadora. No entanto, apresentar novos conceitos ao produto seria gratificante. Pois só quem é mulher sabe que na realidade a ideia de uma mulher naqueles dias do mês feliz andando de bicicleta e jogando capoeira, e ainda por cima de branco, é um ideal um pouco utópico.

Pensar fora da caixinha e com bom humor é sempre válido!

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Praça Roosevelt e os skatistas

Praça Roosevelt e os skatistas

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A Praça Roosevelt é um ponto conhecido de São Paulo que fica localizada na região central da cidade. A fama do local deu-se muito pelas inúmeras transformações e funções que admitiu no decorrer do tempo. Sendo inicialmente uma parte do terreno de Dona Veridiana Prado, a praça transitou entre reduto de artistas e alta sociedade para o que foi conhecido como esconderijo de marginais e drogados.

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Antiga Praça Roosevelt

Há pouco tempo a praça foi restaurada e entregue ao público novinha em folha, mas não se livrou das polêmicas de sua estrutura. O problema deste local de São Paulo, que era para ter sido um marco turístico da cidade, podemos atribuir ao design, ou à falta dele.

Como sabemos, o bom design é sempre seguido de um bom planejamento, não só de estética, mas de estrutura e funcionalidade. Entretanto, a Praça Roosevelt, desde sua fundação na década de 1950 foi feita sem planejamento. Neste primeiro momento, inclusive, a praça foi construída sem o devido nivelamento o que gerou deslizamentos.

Mas voltando para a nova Praça Roosevelt, o grande problema, analisando sob o ponto de vista do design, foi a funcionalidade do local. Para quem foi construído este novo espaço? Como seria aproveitado o local? Perguntas simples que qualquer projeto tem que considerar antes de ser executado.

A praça foi entregue renovada, com bancos, espaços abertos, grama e um lindo piso de concreto bem lisinho.

Opa! Concreto liso?!

Bom, foi aí que veio a grande polêmica. Em uma cidade que quase não há espaços livres para convivência, muito menos para esportes, é criada uma praça toda de concreto pronta para skates, patins e bicicletas. Foi exatamente como aconteceu. Logo o piso virou pista e os bancos viraram obstáculos.

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foto tirada do site almasurf

O problema é que não são só skatistas que querem usufruir da praça e banco de madeira e skate não combinam. Em pouco tempo de inauguração a praça já mostra sinais de deterioração.

Mas aí pensamos: “Bom, é só designar um espaço para cada um: crianças, cachorros, skates, etc.”

Engana-se!

Para acrescentar mais um problema de design, a praça foi inaugurada sem as devidas placas de sinalização para essas áreas.

Enfim, se a Praça Roosevelt tivesse sido planejada considerando-se o público-alvo, seria constatado que na região tem muitos jovens sem muitos lugares para se divertir e o skate voltou à moda (ou nunca saiu). E não só skatistas, mas os moradores da região estavam precisando de um espaço de convivência amplo para levar a família, encontrar os amigos ou somente para relaxar.

Uma solução seria a construção de uma pista específica para os amantes do esporte e as áreas de uso comum serem cobertas com gramas e árvores, afinal, para uma cidade coberta por concreto como São Paulo, um pouco de verde é sempre melhor.

As soluções são várias, mas fica a lição, um projeto como esse tem que ser sempre pensado sob a ótica do design para trazer bons resultados.

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Os slogans dos Protestos

Os slogans dos Protestos

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imagem retirada do blog Jalopnik

Momento único no país, atitude pouco conhecida por muitos, é o povo brasileiro se organizar e sair pelas ruas para protestar por um ideal. Como toda campanha, para envolver milhares, é necessária uma chamada, um slogan de campanha que convença que aquele movimento vale a pena.

O que os protestos recentes no país mostraram é que as campanhas, novas ou não, de marcas conhecidas no Brasil, são uma boa forma de chamar a atenção.

O primeiro exemplo e que melhor se encaixou nas propagandas dos atos nas cidades brasileiras foi a campanha da Fiat para a Copa das Confederações. O seu jingle que tocava incessantemente nas propagandas chamando o povo para rua para torcer, logo virou hashtag nas redes sociais chamando para a rua não para torcer, mas para lutar. O #vemprarua logo virou TT’s no Twitter para transformar a rua na “maior arquibancada do Brasil”, outra alusão ao jingle.

O sucesso do slogan da Fiat utilizado nos protestos foi tão grande, que correm boatos que a empresa vai retirar o comercial de circulação no dia 22 de junho para não ser associada aos atos. Mas a empresa nega e explica que o final da campanha já estava programado.

Outra campanha que virou inspiração para os manifestantes foi a primeira campanha regional da Johnnie Walker “Keep Walking Brazil” de 2011 para o país.

O slogan “O gigante acordou”, que no comercial era retratado pelo Pão de Açúcar se erguendo em forma de homem, para os protestos virou uma referência ao povo brasileiro que despertou de longos anos de apatia e falta de atitude diante das questões do país.

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Esses são os exemplos mais fortes e mais compartilhados, mas até a própria chamada para a Copa das Confederações foi apelidada de Copa das Manifestações. As marcas estão sujeitas a todas essas interpretações a partir do momento que atingem um público em âmbito nacional. E, além disso, quando há campanhas vazias de um conceito dentro da realidade de seu público, entregando uma imagem que não condiz com o pensamento comum do país, elas são alvos mais fáceis para modificar seu conceito para representar um ideal.

De uma forma ou de outra, esses slogans são capazes de adquirir um significado bem maior e trazem uma nova imagem para aquela marca, ainda que isso não tenha sido programado.

 

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Comercial Veja: Neura x Neuro

Comercial Veja: Neura x Neuro

Esta semana um comercial do produto de limpeza Veja começou a chamar atenção pela mudança de direcionamento da comunicação de um produto.

A campanha que destaca a personagem “neura”, um ente presente em todas as mulheres neuróticas por limpeza que é combatido pela facilidade dos produtos Veja, já é bem conhecida. Na verdade acho o conceito desta campanha bem construído abordando uma persona comum a todas as famílias. Quem não lembra da sua mãe, tia ou avó neurótica com uma mancha no tapete, ou em uma roupa, ou com a gordura do fogão?

neura veja

De fato, essa ideia existe e perdura faz tempo, mas a nova campanha da Veja detectou uma nova realidade neste universo de trabalhos domésticos, não é mais só a mulher que faz ou é obrigada a fazer este trabalho.

A campanha que está circulando no YouTube apresenta os Caçadores da Neura, que detectam e eliminam as neuras. Até aí é a mesma ideia de conceito, mas o que torna a propaganda interessante é a primeira neura que eles combatem, o “Macho Alfa”.

Ao invés da mulher neurótica, aparece o homem que se diz um macho alfa que lava toda a louça engordurada pois segundo ele “mulher minha não fica estragando unha em faxininha, não!”. Ao final, os Caçadores de Neura aparecem para tirar a neura deste macho alfa, pois, afinal, com Veja não precisa de esforço.

O interessante do comercial é esta mudança na comunicação, antes voltado somente para mulheres, agora também voltado para as mulheres, mas deixando a mensagem de que não são só elas que tem que fazer o trabalho sujo.

O que sempre me pergunto sobre a expressão de um comercial é se ele simplesmente detecta um comportamento da sociedade em que é divulgado ou se, de alguma forma, ele é capaz de direcionar este comportamento.

As propagandas de produtos de limpeza e eletrodoméstico são o melhor exemplo disso, pois sempre mostram a mulher como a responsável por tudo que diz respeito à casa, tendo o homem um papel coadjuvante. Entretanto, por mais retrógrada que a sociedade brasileira possa ainda parecer em alguns momentos, as realidades são bem outras do que no tempo de nossas mães ou avós. As mulheres estão mais presentes no mercado de trabalho e não se sentem mais na obrigação de fazerem tudo sozinhas.

E os homens por sua vez, também estão se responsabilizando mais nas tarefas de casa, ou em suas famílias ou morando sozinhos e adquirindo essas obrigações.

Acredito que uma marca possa influenciar positivamente seus consumidores e campanhas publicitárias são uma forma bem abrangente de se fazer isso. Os comerciais refletem o comportamento da sociedade para que o consumidor se identifique com aquela marca e aquele produto, mas nada impede que conceitos retrógrados de uma cultura sejam aos poucos diluídos para um dia deixarem de existir.

 

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Nat Geo – anos 80

Nat Geo – anos 80

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A Nat Geo, canal de TV a cabo, lançou uma série de documentários sobre a década de 80 que abordam temas desde esporte até tecnologia.

A década, que foi considerada por muitos a década perdida, teve elementos que definiram a sociedade atual. A cada capítulo é abordado um tema, contando de forma dinâmica e interessante os maiores destaques no assunto.

Com narração de Paulo Ricardo, símbolo brasileiro dos anos 80, o programa vai ao ar toda terça-feira, às 22:15h.

Vale a pena conferir Nat Geo Anos 80.

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Inovação não é Invenção

Inovação não é Invenção

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Com o mercado sempre acirrado e a concorrência no calcanhar das empresas, a palavra de ordem no mundo dos negócios atualmente é Inovar. Dificilmente uma empresa que não inova tem crescimento e sobrevive na prática de mercado atual, seja no setor que for.

Mas quando vemos grandes empresas com exemplos invejáveis de inovação, nos parece inatingível trazer modelos inovadores para um negócio, dando a impressão que este conceito é restrito às cabeças de gênios que sabem tudo sobre o mundo dos negócios.

Na verdade inovar é um pouco mais fácil que isso, mas não menos impressionante. Por via de regra, inovação não é invenção. Inventar é criar algo novo, que ninguém criou. Inovar é modificar, diversificar, transformar e até mesmo corrigir.

Mas o que essa informação ajuda para conseguirmos inovar em um negócio? Tudo!

Se você partir do pressuposto de que não precisa ter uma invenção da roda para o crescimento do seu negócio e precisa apenas modificá-la, diversificá-la ou melhorá-la, a linha de raciocínio para chegar a uma inovação do negócio fica mais fácil.

As grandes invenções da humanidade partiram da cabeça de gênios que, muitas vezes, testaram e erraram inúmeras vezes até chegar na sua criação. Já as inovações foram evoluções dessas grandes invenções e fizeram de seus inovadores não menos importantes.

Um exemplo disso é o maior retentor de informações atualmente, o Google. O Google não foi o criador da internet e muito menos dos mecanismos de busca através desta plataforma. O que fez do Google essa potência de mercado, foi o aprimoramento que seus fundadores atribuíram a um modelo já inventado. O que antes trazia resultados pelo número de vezes que um termo aparecia na primeira página, o Google trouxe um sistema que analisava as relações entre os sites e sua relevância, além de possuir uma interface mais intuitiva.

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O que o Google fez foi detectar uma problemática em um modelo já conhecido para melhorá-la e corrigi-la.

Mas a inovação não se limita a produtos ou sistemas, o processo de serviço gerou muitos casos de sucesso de empresas que inovaram oferecendo um novo serviço.

A exemplo disso é a Avon que não inventou a venda de produtos de beleza e higiene e nem mesmo a venda direta, de porta em porta. Um pedaço da história dessa marca que poucos conhecem é que o seu fundador iniciou como um vendedor de livros que, para melhorar a recepção de sua apresentação de vendas, começou a oferecer um frasco de perfume que ele mesmo fabricava para quem estivesse disposto a ouvi-lo. Percebendo que o produto era mais bem recebido que seus livros, ele decidiu mudar de ramo e começou a produzir, comercializar e vender produtos de beleza de porta em porta.

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Daí para agora nós conhecemos a história. A marca virou um exemplo de venda direta por uma inovação de um processo que já era praticado e conhecido.

Cases de inovação tem aos milhares como a Apple que inovou com seus computadores, o Mc Donalds que trouxe um novo modelo de serviço de entretenimento, a Ford com a produção em série, entre outros.

Esses e tantos outros exemplos nos fazem perceber que a inovação não precisa de um talento específico para invenção de algo novo e desconhecido. A simples modificação ou aprimoramento de um produto, sistema ou serviço já é capaz de inovar um negócio e colocar uma marca no radar dos consumidores.

E são os consumidores que ditam o caminho que uma inovação deve tomar. O marketing estratégico e o design estratégico são cada vez mais essenciais para uma organização, pois é através desses processos que se conhece o comportamento do consumidor e as mudanças do mercado para a empresa saber como agir.

A regra básica sobre inovação é conhecer o seu público-alvo profundamente para conseguir detectar necessidades que nem ele mesmo conseguiu perceber.

Então lembre-se Inovação não é Invenção. Saiba mais sobre o seu cliente ou consumidor que ele te mostrará onde e como inovar.

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Clean não é Branco

Clean não é Branco

O termo “clean” tem sido muito utilizado para designar criações seja no design gráfico, no design de interiores, no design de produtos ou até mesmo no design de roupas.

Mas o que quer dizer o estilo “clean”? E será que este termo está sendo utilizado da forma correta?

Com uma rápida busca pela internet, vê-se que a discussão vai longe e as opiniões variam muito. Mas analisando o termo pela própria etimologia da palavra, clean palavra de origem inglesa que significa limpo, podemos tirar algumas conclusões.

Um design “clean” é um design mais limpo, com menos elementos. Ou seja, uma peça com design “clean” tem uma apresentação visual sem ornamentos, pouca interferência, somente com o necessário, sendo mais fácil de ser entendida. No caso de um ambiente, atualmente este conceito se reflete em móveis mais baixos e linhas mais retas. Da mesma forma, peças gráficas utilizam linhas simples e mínimo de informação.

Mas a questão mais importante é que o uso desenfreado do termo “clean”, até por relacionarem o estilo como sendo elegante,  acabou por distorcer o significado do termo e muitas vezes ser traduzido em um design sem graça ou mal acabado.

Quando se pensa em empresas que exploram este estilo, a Apple é uma das marcas mais mencionadas, “Cara, adoro os produtos da Apple, são muito clean!”. Mas a Apple não desenvolve seus produtos simplesmente por descartar elementos. Para chegar a um dispositivo eletrônico que utiliza apenas um botão, é necessário um estudo profundo para desenvolver um design “clean” que consiga ser ao mesmo tempo esteticamente agradável e funcional.

apple - iphone

 

E é aí que chegamos ao título do nosso post “Clean não é Branco”. Sim, o estilo “clean” não se constrói apenas com o branco. É possível ter layouts extremamente poluídos usando somente a cor branca de fundo e layouts brilhantemente “clean” utilizando uma cor vibrante. A sacada está na quantidade de elementos dispostos no design.

A exemplo estão os famosos cartazes de filmes de um dos grandes nomes do design, Saul Bass. Suas criações contavam com elementos de linhas simples e, ainda que aplicadas sobre uma cor forte, traziam a simplicidade de um design “clean”.

saul bass - anatomia de um crime

Cartaz do filme "Anatomia de um crime" (1959) - Saul Bass

 

Então, da próxima vez que pensar em um design “clean”, saiba que não é somente utilizar o branco ou o cinza ou tons pastéis ou azul claro… Pense em menos elementos, bem distribuídos, bem organizados, harmônicos e, por que não, com cores fortes.

 

 

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Kit Kat x Oreo no Twitter

Kit Kat x Oreo no Twitter

A presença forte em mídias sociais para as empresas é uma manobra indispensável. E é sempre mais interessante para nós consumidores quando as marcas atuam de forma criativa e bem-humorada.

Foi o caso dos perfis do Twitter das marcas Kit Kat e Oreo que chamaram a atenção nas mídias por explorarem um comentário de uma consumidora das duas marcas. A usuária @Laura_ellenxx iniciou tudo com o seguinte twit.

twit_lauraellen

Ela mencionou: “Posso dizer que gosto de chocolate até demais quando sigo @kitkat e @oreo ao mesmo tempo”. Ao detectar esse comentário, a marca Kit Kat não perdeu tempo e já se posicionou e sugeriu de forma descontraída a disputa pela afeição da menina dizendo “A briga pela afeição de @Laura_Ellenxx começou. @oreo, sua jogada”, postando a imagem de um tabuleiro de Jogo da Velha.

twit_kitkat

A marca Oreo, por sua vez, entrou na brincadeira e resolveu a questão de forma bem criativa postando uma foto com o Kit Kat mordido dizendo que não pôde resistir.

twit_oreo

Com essa pequena ação, as marcas Kit Kat e Oreo mostraram a capacidade de marketing que possuem trazendo inovação mesmo na menor de suas expressões de marca.

Uma marca que conhece e identifica as percepções de seus consumidores, consegue trazer uma comunicação menos estática e mais pessoal.

 

Fonte: Marketing na Cozinha

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Mascote “Sr. Testículos”

Mascote “Sr. Testículos”

A necessidade de chamar atenção para conscientização de doenças gera campanhas das mais variadas criatividades. Mas a Associação de Assistência às Pessoas com Câncer em Viçosa (Minas Gerais), levaram a relação campanha x ousadia para outro patamar.

Para alertar aos riscos do câncer de testículos, a campanha utiliza um mascote com o formato literal de um testículo, apelidado de Sr. Testículos.

mascote AAPEC

O que torna o conceito mais estranho é a parte do corpo possuir um rosto sorridente e ser solicitada para fotos com adultos e crianças.

mascote AAPEC - criancas

A expressão controversa da campanha alarmou até mesmo um site americano que ridicularizou a ideia e traduziu o nome da personagem para “Mr. Balls”.

Na verdade, se formos considerar que campanhas de conscientização precisam de muita atenção, digamos que esta ação de marketing conseguiu. Só nos resta saber se no final das contas ficou uma mensagem positiva e bem-humorada ou uma piada simplesmente.

mascote AAPEC

fonte: blog page not found

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Latinhas coloridas da Coca-Cola

Latinhas coloridas da Coca-Cola

Já não é de hoje que a Coca-Cola modifica o projeto gráfico de suas latinhas para fazer campanhas promocionais. Nesses últimos dias a mudança que causou um buzz nas mídias foram as latinhas comemorativas para a Copa das Confederações. O que causou o frissom, nesta campanha especialmente, foi que desta vez a Coca-Cola lançou latinhas com as cores da bandeira brasileira, país sede da Copa, verde, amarela e azul (pode ser?).

latinhas coloridas da coca

Apresentando o conceito de que a Copa da Confederações é o momento de mostrar a paixão pelo país, conforme o vice-presidente de marketing da Coca-Cola, Javier Meza, explicou, a empresa se valeu de um fato inédito para sua marca que sempre explorou sua cor vermelha sem medo de excessos.

A marca Coca-Cola, como sempre, nos traz uma amostragem de uma ação de marketing bem desenvolvida.

É aí que já começamos a pensar, “Bom, se até a Coca-Cola que nunca fugiu de suas cores tradicionais, nem por um segundo, fez uma ação assim, minha marca também pode!”.

Mas calma!

A ação de marketing das latinhas coloridas da Coca-Cola deu certo primeiro porque a marca já está tão arraigada em nossas mentes que, quando pensamos em Coca-Cola, já visualizamos sua bandeira vermelha com letras manuscritas em branco hasteada em nosso cérebro. Em segundo lugar, esta ação foi exclusivamente promocional e pontual, não havendo nenhuma menção de modificação em trabalhos institucionais da empresa. Em campanhas promocionais é possível ousar mais.

Então quando pensamos em ousar no marketing, temos que antes ter a certeza que a nossa marca já é bem reconhecida pelo seu público-alvo, quanto à sua forma, símbolo e cores.

Não que a sua marca precise ter o reconhecimento e identificação no mesmo nível da Coca-Cola, mas sim ser bem entendida pelos seus clientes ou consumidores. Afinal esse artifício de explorar ao máximo as cores da marca não é exclusividade do vermelho da Coca-Cola. Quem não pensa no amarelo dos Correios, no laranja do Itau, no azul da Tim, no marrom da UPS, no rosa da Barbie, entre tantos outros.

E até lá, siga o exemplo dessa marca e explore sem medo as cores da sua marca, pois independente de opiniões pessoais de gosto ou desgosto da empresa, a Coca-Cola  sempre soube explorar seus conceitos da melhor forma e, principalmente, inovar.

 

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